semana universitária do audiovisual 2008
vou TENTAR misturar algumas impressões. vai ficar tudo bagunçado, me desculpem.
1 - goiânia é minha nova obsessão.
eu PRECISO conhecer. goiânia está para o brasil assim como o méxico para o mundo. tudo isso graças a um grupo muito animado, bonito e esquisito que me contou coisas lindas. o centro-oeste (UEG, UFG, UnB) já tem meu voto garantido para que a SUA do ano que vem seja lá. ebaaaa. não esquecendo do Festival Contato em São Carlos e do Festival do Rio ainda este ano. meu amigo benedito diz: "madonna aprovaria". sim.
2 - mostra competitiva e o arrebatamento.
gostei muito da escolha do júri popular pela animação da FAAP "entrada para o sucesso" onde o protagonista vira um festejado diretor de cinema mas que no íntimo sabe que ele é uma farsa.
pelo júri oficial quem levou foi "almoço (considere um jantar)", muito chato, também da FAAP. já tinha assistido no Festival de Atibaia e continuei com o mesmo pensamento de que, no geral, produções metalinguísticas não cabem mais. jorge furtado já fez isso há mais de vinte anos, será que quero ver de novo? o principal pecado de "almoço (considere um jantar)" é realmente a chatice. a última produção metalinguística na sua essência com a qual fiquei muito emocionada foi o programa televisivo "cena aberta" com a ídola regina casé. "cena aberta" é bom porque arrisca, faz apostas e afirmações fortes, arrebata.
e arrebatamento foi uma coisa em que pensei muito, principalmente em relação ao "tempestade" da Unicamp. sua porção documental conta com um personagem que, apesar da cegueira, mostra ser uma pessoa feliz. em uma de suas falas, ele conta que sentia o sangue por trás de seus olhos, mas que, para os que estavam de fora não era possível perceber nada. fico muito tocada com a degradação interna e solitária de quem sabe que está ficando doente. de alguma forma, acredito que a pessoa sempre sabe quando uma parte de seu corpo está morrendo e a certeza de que os outros nunca poderiam entender o que está se passando é intrínseca ao processo. só por causa dessa fala, o filme já teria valido a pena para mim. o que me incomodou de fato foi o uso desse personagem cego como um contraponto ao mundo das propagandas e cirurgias plásticas mostrado em planos da cidade. esta crítica à proliferação de imagens e outdoors bizarros não se encontra em nenhum momento no discurso do personagem, mas é bem marcada na cosmogonia do diretor. aí reside um grande perigo ético mas que foi bem trabalhado e por fim não descambou na falta de respeito. a porção ficcional mostra um poeta numa praia em imagens P&B e além disso, temos planos lindos feitos em holambra entre flores.
na essência, é o tipo de filme que eu nunca faria. imagens em P&B e a crítica ao mundo da propaganda não me assolam nem um pouco e dei o maior apoio à minha amiga gata que vai fazer uma cirurgia plástica no nariz. ainda assim, estava torcendo para que este curta levasse o prêmio do júri dos 4 mil reais em aluguel de equipamento na quanta.
é muito fácil ter a atenção dispersa enquanto se assistia aos filmes da mostra competitiva. eu delirava, pensava no que ia fazer quando a sessão terminasse, o que ia comer, na morte da bezerra, dormia, ficava viajando. muitos filmes eram ruins mesmo. seja pela feíura, pela falta de domínio da linguagem, pela chatice, e pelo pior, porque são AMORFOS. e "tempestade" pode ser tudo, menos AMORFO.
eduardo valente, em sua cobertura do festival de cannes, comentou as escolhas do júri desse ano. resumidamente:
"Me parece claro que se houve um cinema representado, este não foi questão de filmes políticos, e sim de 'filmes poderosos'. Entendamos o que se quer dizer com este termo: todos os três filmes são filmes em tom maior, filmes que 'falam alto', que expõem aquilo de que querem tratar de forma bem clara, direta, e cinematograficamente muito pouco sutil. O cinema sutil, de fato, é o grande perdedor do 'júri Sean Penn': não houve espaço para filmes que não fizessem statements, filmes que confiassem principalmente em coisas como clima, ritmo, mood, registros pessoais".
logicamente não estou comparando "tempestade" aos vencedores de cannes, mas cada vez mais me parece que a coragem em se fazer "statements" deve ser valorizada. além disso, depois de "tempestade", não dá mais para contarmos com a desculpa de que midialogia é um curso novo e que uma parte da falta de qualidade técnica de nossas produções seja derivada desse fator.
também gostei muito dos curtas que receberam menções honrosas: "retorno da lua" da PUC-RS, "busólogos" da FAAP e "aos poucos" da Unicamp. nosso vídeo "provador" também participou da mostra competitiva, apesar de destoar um pouco das outras produções. "provador" foi pensado enquanto vídeo de celular/filme fashion de bolso, bem diferente das longas narrativas do restante. algumas pessoas vieram elogiar a beleza dos atores/modelos e das roupas, mas no geral a recepção foi meio fria. okok.
3 - questão festas.
vivi intensamente essa vida de festas todo dia. adorei e quero de novo. alguns episódios marcantes foram: quase morrer congelada dentro do carro, dançar spice girls em cima do balcão do bar, premiação informal "mina mais feia da SUA".
4 - meus amigos são meus ídolos.
parabéns a todos os amigos da organização. morri de orgulho.
5 - vamoquevamo.
fazer o nosso projeto de cinema. vai ser difícil. vamoquevamo. julho sem férias.
links: assista "provador" e leia a cobertura de eduardo valente na cinética.
Saturday, July 12, 2008
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3 comments:
sessão msn.
sobre a SUA, goiás e o ciclo
ferdinando. diz:
verdade! =O ixi, quando eu falar que os pokemóns fizeram a seleção dos filmes, eles vão à loucura hahaha
yuji diz:
pokemóns? COMO ASSIM?
yuji diz:
haahiauhuiahauh
ferdinando. diz:
hahahaha eles chamavam vocês de pokemóns hahaha eles diziam que queriam pegá-los com uma pokébola e levar pra goiânia hahaha
a cristiane sato me ensinou que pokémon é bom. vc me ensinou que goiás é bom. se a gente é pokemónde goiás, aí a gente é bom.
vou poder assistir provador enfim!!!
beijos
achei tão bonito você ter lembrado de mim, enfim.
bonita. :*
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