quem tá afim de um chá verde numa xícara sem cabo?
Há mais ou menos dois anos eu e minha mãe fomos assistir a Maria cheia de graça naquela sala pequena do Espaço Unibanco. Era uma delícia ir ao cinema com ela, pássavamos dias deliciosos pela Paulista, só nós duas. No fim do filme, a Maria chega até a porta do embarque, resolve não voltar a Colômbia, dá meia volta e anda em direção a saída. Nessa cena toca uma música que vai até o fim dos créditos. O que eu mais lembro desse dia é continuar sentada até o fim, com um leve sorriso de satisfação, estado de graça. Com o tempo, não lembrava mais de detalhes do filme e nem de como era a música mas a sensação ficou guardada. Ontem aluguei o DVD e dessa vez prestei atenção nos créditos. Cheguei aqui em Campinas há algumas horas e a primeira coisa que fiz foi baixar a música, estou ouvindo sem parar até agora. É lo que venga despues - Julieta Venegas. Tive uma sensação parecida com O homem que copiava. Assisti na mesma salinha do Unibanco com a minha mãe e fiquei até o fim ouvindo a música dos créditos. Essa eu ainda não sei qual é.
Fim de semana passado teve o Tanabata Matsuri. É um festival japonês onde vc pode escrever um desejo e pendurar o papel em um galho. Tem papéis de várias cores, peguei o verde de esperança e azul de proteção dos céus. As ruas da Liberdade estavam lotadas, cheias de papéis coloridos e de milhares de desejos, tão bonitas. A imagem é tão bonita que não tem como acreditar que seu desejo não vai se realizar e nossa, como eu quero que aquelas palavrinhas se transformem em realidade.
O mais gostoso de tomar chá é segurar a xícara quentinha entre as mãos, fico segurando até ela ficar fria mesmo que o chá já tenha acabado. Tão bom.
Entendeu?
Monday, July 31, 2006
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